INSURGENTE (INSURGENT) em anamórfico

Na segunda parte da popular trilogia para adultos jovens da autora Veronica Roth, INSURGENTE segue as peripécias de Tris, Four e outros personagens que lutam pela identidade e poder em uma Chicago distópica. INSURGENTE é também o quinto trabalho em conjunto do diretor Robert Schwentke e o diretor de fotografia Florian Ballhaus, ASC. O filme, no qual foi usada a ARRI ALEXA XT e as ARRI/ZEISS Master Anamórficas fornecidas pela ARRI Rental de Atlanta, está sendo amplamente exibido em telas IMAX e 3D.

Schwentke e Ballhaus trabalharam juntos pela primeira vez em um pequeno filme rodado na Alemanha em 2001. O filme que mudaria as suas carreiras foi o PLANO DE VÔO (FLIGHTPLAN) de 2005 com Jodie Foster e Peter Sarsgaard; eles também trabalharam juntos em um filme de ação e aventura de Bruce Willis RED, do ano de 2010. Essas experiências fizeram com que ambos pudessem encarar de forma natural todo o tipo de ação e aventura com efeitos especiais pesados de INSURGENTE.

INSURGENT Sneak Peek

INSURGENTE foi capturado com ARRI ALEXA XT e ARRI/ZEISS Master Anamórficas fornecidas pela ARRI Rental de Atlanta.

“Robert é atraído pelos grandes filmes, porque dá a ele a oportunidade de pintar em uma tela grande,” diz Ballhaus. “INSURGENTE é um projeto interessante, pois nos permite experimentar visualmente além dos confins de um filme de ação e aventura.” Esses experimentos se concentram em “sims” ou “simulações” na trama de INSURGENTE, vívidas paisagens de sonhos dos piores medos das pessoas.

Embora o filme seja o segundo capítulo da trilogia, Ballhaus observa que ele e Schwentke “deram o sinal verde para explorar o que esse filme poderia parecer e em qual viagem cinematográfica isso implicaria.” “Estávamos indo para um novo mundo, em lugares onde os personagens nunca haviam ido antes, os produtores nos encorajaram para seguir nossa própria visão, Robert abraçou os aspectos surreais desse mundo e o “sims” se tornaram parte integrante do look desse filme,” acrescenta Ballhaus.

“O Robert gosta de linhas claras e simétricas,” ele continua. “Tendo trabalhado junto, eu sabia o que ele iria responder. Meu desejo de fazer que o mundo parecesse maior, mais envolvente e vibrante, levou-me desde cedo a explorar as lentes anamórficas.”

No que diz respeito a escolha da câmera, Ballhaus sabia que usaria a ARRI ALEXA XT. “Eu estava relutante em converter para o mundo digital,” ele admite. “Experimentei várias câmeras digitais, mas nenhuma me fez sentir que fosse tão bom quanto a película. Em 2010, quando a ALEXA surgiu, eu fui conquistado por ela e nunca mais voltei atrás. Ela é um sistema muito intuitivo e as imagens com um sentimento tão natural que eu não senti a mudança.”

Nem mesmo a chegada das câmeras 4K têm o influenciado. “Nunca senti que a resolução da câmera comprometesse a imagem de alguma forma,” ele diz. “A maioria dos filmes são finalizados em 2K, e portanto eu não vejo grande benefício em filmar em 4K. Estou mais interessado na qualidade de imagem do que na quantidade de pixels.”

Cinematografia digital, diz Ballhaus, levou-o a ser “mais experimental na escolha do fabricante de lentes.” “Lentes definem o look do filme,” ele diz. “De agora em diante, vou examinar minhas escolhas de lentes muito cuidadosamente para cada filme que eu fizer. Para cada filme, há um certo jogo de lentes. Senti que para INSURGENTE, poderia ser benéfico o look anamórfico em todos os sentidos.”

Ballhaus, usou suas escolhas de lentes para diferenciar o look de cada dia daquela Chicago distópica ,com paisagens de sonhos do mundo de simulações, usando as anamórficas para a realidade e as esféricas para estas últimas. “Encontro nessa sutil diferença a indicação de que é o mundo simulado,” ele diz. A escolha das lentes esféricas para as sequências de simulação, também foi devido por razões práticas. “As simulações tinham efeitos visuais pesados,” ele diz. “Quando você filma em esférico e extrai o 2.40, você tem mais opções de reenquadramento na pós-produção e é onde o formato esférico foi realmente útil.”

Ao procurar por lentes anamórficas, Ballhaus revisou algumas que ele tinha usado antes e gostado. Então, ele testou as lentes ARRI Master Anamórficas. “Uma coisa interessante é que elas te dão o melhor dos dois mundos: a perfeita imagem do esférico, mas com a profundidade de campo do anamórfico, ele diz. “Foi fácil convencer o Robert que é preocupado com simetria e resolução. As leves imperfeições e a beleza do desfoque das lentes anamórficas fizeram as imagens mais interessantes do ponto de vista dramático, sem ter que lidar com a queda de foco nas extremidades da imagem.”

Embora tenha sido o primeiro filme de Schwentke em anamórfico, ele prontamente abraçou o formato e as lentes Master Anamórficas. “Ele ama lentes grandes angulares e a habilidade de criar bonitos planos abertos com muitos detalhes,” diz Ballhaus. “O anamórfico cria imagens mais ricas que te dá um senso tri-dimensional do filme. A curvatura produz uma sensação natural da profundidade.”

Ballhaus diz que a luz foi “muito naturalista” e utilizou muitos LEDs. “Meu gaffer Chris Culliton se envolveu no mundo da iluminação em LED,” ele diz. “Tínhamos refletores de LED, os quais nos permitiam dimerizá-los sem a mudança de temperatura.” Como é de se esperar em um filme de ação e aventura, Ballhaus utilizou uma variedade de ferramentas criativas a favor de manter a câmera em movimento: gruas Technocranes, helicópteros, Steadicam e até mesmo drones. “Ambos gostamos da câmera em movimento,” diz Ballhaus. “Porém nem eu nem Robert queríamos que a câmera se movimentasse sem razão. Sempre queríamos fazer um movimento com um propósito e precisão.”

INSURGENTE foi convertido para 3D, uma decisão feita no processo da produção, e o uso das lentes anamórficas foi fortuito. “Acho que a imagem em anamórfico é esteticamente mais agradável,” diz Ballhaus. “Quando você tem ação, tudo é mais vibrante e imediato. O foco entre o primeiro plano e o fundo são mais dramáticos e pronunciados e isso ajuda quando você está tentando criar imagens com mais energia.”

Embora, a princípio, ele estivesse nervoso sobre isso, Ballhaus declara a sí mesmo “notadamente satisfeito” com a conversão em 3D de INSURGENTE. “Adicionou uma camada interessante,” ele diz. “ Literalmente deu uma profundidade sem se sentir enigmático”.

As Master Anamórficas cobriram as promessas? “Sim, absolutamente,” diz Ballhaus. “Ficamos muito satisfeito com os resultados, e uma vez que começamos a assistir as imagens, o Robert abraçou totalmente o novo visual. Nós já iniciamos a preparação do próximo, nosso sexto trabalho e, naturalmente usaremos as Master Anamórficas novamente.”