ALEXA Mini utilizada em FEITO NA AMÉRICA

O veterano diretor de fotografia César Charlone, ABC usa a flexibilidade e a capacidade da ALEXA Mini em FEITO NA AMÉRICA (AMERICAN MADE), filme de sucesso deste final de ano.

Estrelado por Tom Cruise e com base na história real de Barry Seal, um piloto que traficava drogas e que se transforma em informante, FEITO NA AMÉRICA contém todos os elementos de um filme de ação. Filmado em ambientes variados e muitas vezes restritos, o DP César Charlone, ABC, compartilha sua experiência trabalhando com ALEXA Mini e demais equipamentos fornecidos pela ARRI Rental de Atlanta.

Como ALEXA Mini enfrentou as várias tarefas na mão?

A ALEXA Mini foi muito boa em termos de tamanho e peso, muito confortável. A sensação que queríamos conseguir para o filme, era o estilo documentário, um tipo de corre e grava e, para isso, precisávamos de uma câmera muito leve. O tamanho da ALEXA Mini nos deu a liberdade de se mover mais facilmente. Com a câmera na mão, você pode se mover com o ator e deixá-lo livre. Isso muda toda a atitude e dá aos atores um sentimento natural de estarem na cena.

DP César Charlone, ABC, Tom Cruise e o diretor Doug Liman no set.

Essa flexibilidade ajudou com alguma cena em particular?

Algumas das minhas cenas favoritas que filmamos com a ALEXA Mini, foram os interiores dos aviões e dos carros, onde estávamos fazendo com a câmera na mão. Eu poderia colocar a câmera no painel do carro e fazer um close-up do Tom Cruise e com o outro ator no banco de trás. Podíamos fazer isso tranquilamente e não ter que redefinir o set para cada ângulo de câmera, pois eu simplesmente mudava de assento no carro para conseguir a perspectiva que eu queria e com pouco esforço.

A ALEXA Mini facilitou seu modo de trabalhar?

Desde que eu deixei a escola em meados da década de 70, tive esse desejo de fazer a câmera agir como um microfone livre, onde você poderia monitorar em um lugar e capturar em outro. Nos últimos tempos tenho feito isso. Uso pequenos óculos (goggle eyeglasses), onde recebo a imagem e, então, mantenho a câmera longe do meu corpo e filmo. Quando a ALEXA Mini chegou, eu fiz o mesmo. Recentemente tirei o visor da câmera e usei meus óculos. O corpo da câmera estava presa por um cabo. Isso me permitiu operar livremente. Por exemplo, quando eu opero dentro de um avião, posso colocar a câmera na frente e filmar para trás sentado na parte de trás também. Não há como fazer isso através de um visor, então, o cabo e os óculos me ajudam muito.

DP César Charlone ABC com ALEXA Mini no set

Como a captura digital mudou o processo de filmagem?

Eu venho da fotografia still, portanto, sou dependente da pós-produção desde o início. É uma abordagem completamente diferente da cinematografia. Antes do digital, havia tanta pressão no set para ter o filtro e o equipamento necessários para o seu look, que comprometia a relação entre o diretor de fotografia, o diretor e o ator. Fiz um filme em meados da década de 80, onde me comprometi completamente para uma proposta visual de um filme e, então, após ser editado, tinham muitas coisas que queria mudar. O filme flui em um certo ritmo e talvez você queira mudar o contraste ou a saturação de cores para algumas cenas, e hoje você pode fazer tudo na pós. Acredito muito no poder de edição e de ser livre para fazer as escolhas depois, longe do estresse do set de filmagem. Faço uma piada no set, eu digo: "A quantidade é melhor do que a qualidade", porque posso conseguir a qualidade na edição. Vamos dar às equipes de edição o maior número de tomadas e posições de câmera que pudermos, pois, a verdade aparece na edição.

Como ARRI e seus produtos afetaram seu mercado?

Quando ARRI lançou com o sensor RAW, que é como um negativo, deu a nós, diretores de fotografia, muita liberdade. O sensor que o ARRI tem, é lindo, é perfeito. Estou muito feliz pela ARRI estar na vanguarda da indústria cinematográfica, porque há pesquisas constantes sendo feitas e essas discussões com os diretores de fotografia ajudam a criar novas câmeras. É bom saber que a ARRI trabalha tão de perto com os cineastas e, agora, temos uma câmera que não tenho nenhuma reclamação.

Fotos: © 2017 Universal Pictures (2), Robin Le Chanu (1)