MOTHER’S DAY – filmando drama com AMIRA

MOTHER’S DAY – filmando drama com AMIRA

A ARRI AMIRA tem uma merecida reputação como uma câmera de documentário resistente e versátil e, também, como uma ferramenta para cineastas da vida selvagem. Mas também tem um papel nos longas-metragens. O DP Johann Perry recebeu a aclamação da crítica, pelo seu trabalho no filme da BBC, MOTHER'S DAY. Ele falou com a ARRI sobre o projeto e como a AMIRA o ajudou a realizar sua visão artística para ele. 

Johann Perry passou a maior parte de sua carreira de vinte anos, fazendo documentários, mas ele se aventurou, com sucesso, no território dos longas-metragens com o filme CONTRA A LEI (AGAINST THE LAW), que foi indicado para a premiação no British Film Academy Award (BAFTA), no ano passado. Ele é um entusiasta da AMIRA, tendo comprado uma logo após o seu lançamento. “Eu só quero uma boa câmera com um ótimo sensor, um mattebox bem feito e uma bela lente”, ele diz, “e a ARRI sempre oferece essa simplicidade, o que me conforte muito”.

DP Johann Perry com sua AMIRA: “É uma ótima ferramenta. Eu a amo”

“Eu me sentiria perdido como DP se não estivesse tocando a câmera. Eu gosto de deixá-la com o essencial. Gosto de minha configuração de câmera sem quase nada, limpa. Não gosto de “gubbins”, acrescenta ele, usando uma palavra coloquial muito britânica que significa: parafernália.

“Por toda a minha carreira, tenho fotografado no mundo real, com luz real, em pequenos espaços. Filmagens de documentários fazem você fazer o melhor das coisas. A AMIRA me permitiu fazer isso e, quando me mudei para os longas-metragens, permitiu que eu continuasse fazendo o que faço normalmente, mas em um ambiente mais controlado”.

MOTHER’S DAY conta a história do ataque a bomba do IRA a Warrington em 1993, no qual dois meninos foram mortos. Foi um momento crucial em "The Troubles", que tirou a vida de mais de três mil pessoas na Grã-Bretanha e na Irlanda durante um período de trinta anos. As mortes dos dois meninos, Johnathan Ball e Tim Parry, causaram uma onda de repulsa, que levou a um novo diálogo, culminando cinco anos depois no Acordo do Good Friday que trouxe a paz para a Irlanda do Norte.

Johann fez um grande esforço para capturar a sensação autêntica do norte da Inglaterra e da Irlanda, há vinte cinco anos atrás, para o MOTHER’S DAY. “Eu me perguntei , “como são os anos 90?”, diz ele. “Os anos cinquenta, os sessenta, os setenta têm um “look”, mas, e os anos noventa? Passei muito tempo olhando filmes de arquivo dos anos noventa, de Belfast e Dublin e Warrington. Eu queria projetar o tempo e não queria aplicar nenhum brilho a ele, na verdade, queria eliminar qualquer brilho e chegar ao real. Eu criei meus próprios LUTs para combinar isso e para criar um visual sujo e sombrio.”

“Eu me perguntei “como são os anos 90?””

“Escolhi 25 cores de pantone, tiradas de arquivo de roupas, carros, interiores… havia bronzeados, amarelos, azuis e bordô. Fiz em uma folha A3 um “Mood Board” (quadro de atmosferas) e coloquei na cenografia, figurino e maquiagem. Isso nos permitiu ficar dentro da paleta de cores da época.”

O filme começa com um bombardeio e as explosões que causaram pânico e morte naquele dia em Warrington. É lindamente tratado, combinando a brutalidade do evento com um profundo respeito pelas vítimas. Ele também consegue transmitir a abrupta selvageria repentina das explosões e a maneira pela qual o tempo pode se expandir nos curtos e fragmentados momentos que se seguem à explosão, quando vidas são apagadas ou mudadas para sempre.

O trabalho de Johann está enraizado no realismo corajoso da tradição documental britânica

Isso e as boas atuações do elenco, são bem servidas pela profundidade de campo do Super 35mm da AMIRA, que captura cada detalhe, feição e lágrima. Mas, acima de tudo, é a versatilidade da AMIRA que agrada a Johann.

“O sistema ARRI permite que você torne cada projeto distinto, diferente. Meu trabalho está enraizado na tradição documental britânica, uma sensibilidade baseada no realismo”, diz ele, com forte ênfase na última palavra. “Eu adoro recriar isso, o naturalismo que estou acostumado. Acho que é uma coisa muito britânica. Mas, uma enorme variação da estética, é possível usando câmeras ARRI. Você pode ir de Bollywood a Belfast, passando por todo o caminho. A AMIRA é uma ótima ferramenta. Eu a amo.”

Top Picture: Anna Maxwell Martin como Wendy Parry, a mão de um dos meninos mortos no bombardeio de Warrington.

FOTOS: Johann Perry.